Arquivo do mês: dezembro 2008

Fome de São Caetano do Sul

Essa semana fomos a São Caetano do Sul City duas vezes.  E a semana mal começou!

Só pra situar quem não conhece a região, o ABC paulista é uma região  fortemente industrializada e economicamente desenvolvida, e São Caetano é ainda mais, muito mais. Uma pequena cidade de 15 quilômetros quadrados, 147 mil habitantes e orçamento de cerca de 700 milhões de reais, devido principalmente à alta arrecadação de impostos. Possui o maior IDH brasileiro (0,91) e também a maior renda per capta (5,48 salários mínimos). A maior indústria lá instalada é a GM, o que deve estar preocupando bastante o futuro prefeito e mais ainda os trabalhadores…

Começamos no domingo à noite pensando em uma lugar para passear e resolvemos pegar as bikes e ir de São Bernardo city a São Caetano por uma av. larga e plana que corre na divisa entre Santo André e SBC.

Uma forte chuva havia caído à tarde, sujando de novo o quintal que tínhamos lavado pela manhã, mas a recompensa foi um anoitecer como poucas vezes vemos no ABC. De um lado estava cor de rosa, do outro laranja e em frente azul, um azul sólido que não era nem claro nem escuro, e sobre nós, claro, as nuvens cinzas, porque ainda estávamos no ABC, afinal de contas.

Enquanto pedalávamos pela av. Lauro Gomes tínhamos ao nosso lado direito o Ribeirão dos Meninos, onde nenhum menino pode brincar mais, e hora à direita, hora à esquerda, hora em ambos os lados as casas sem reboco se amontoando em ocupações desodenadas. Se bem que, falando da grande São Paulo, “ocupação desordenada” é praticamente um pleonasmo, pois toda ocupação é desordenada.

De todo modo, essas ocupações têm a grande vantagem de não encobrir o céu  e dessa forma o início do passeio foi muito gostoso, apesar de umou outro carro apressado ou irritado por ter que parar no semáforo.

Chegando em São Caetano city, após um trecho beirando o mesmo Ribeirão dos Meninos, mas já pela outra margem, não pudemos mais prosseguir. Não sei se a água do rio subiu ou se a água dos morros desceu com muita força ou se ambas as coisas, mas a avenida estava interditada e tivemos que entrar no  Jardim São Caetano para seguir viagem. Este bairro não entra na classificação usual de ocupação desordenada e seus moradores se organizam para não deixar que pessoas de outros bairros passem por lá e desordem. Pelo que pudemos perceber as ruas são fechadas ou de acesso restrito e só foram liberadas pela impossibilidade de os veículos seguirem na avenida principal.

Passamos pelo Jd. São Caetano, então, e evidentemente nos perdemos lá dentro até conseguir sair em direção ao centro. Pedalamos, pedalamos e pedalamos, pedimos informações, seguimos as placas e pedalamos mais um pouco. Quando estávamos quase lá encontramos um caminhão cegonheira que tentou dobrar uma esquina na Rua São Paulo para a qual era grande demais. Ele ficou preso e o trânsito tumultuado, mas nós passamos sem maiores transtornos!

Por fim, chegamos à avenida Goiás e paramos num barzinho pra reabastecer. Em seguida decidimos voltar pra casa passando pelo centro de São Caetano e Santo André.

No meio desse passeio que levou ao todo umas  4h descobrimos que no dia seguinte haveria show da Maria Rita na praça Cardeal Arcoverde.

E assim, ontem nós fomos para lá de novo, mas desta vez de moto.

O show foi bem legal, mas se me permitem tirar uma lição dele, evite ir a um lugar onde vai ficar de pé por mais de uma hora vestindo sua jaqueta de moto com as proteções, porque depois de algum tempo os quatro quilos se fazem sentir sobre os ombros!

Chuva

Domingo andamos de bike por uns 15 km. Caminho legal, plano, margeando um rio. Estava anoitecendo e o céu apresentava uma coloração laranja magnífica. Depois de algum tempo pedalando chegamos a um ponto onde um agente de trânsito desviava o fluxo pra dentro de um bairro. A rua havia virado um grande lamaçal, e as ruas do bairro por onde passávamos também estavam com bastante lama. Mas, chegamos ao nosso destino e voltamos de lá numa boa, sem chuva. No dia seguinte eu vi em jornais fotos chocantes dos estragos causados pela chuva no bairro do outro lado do rio, bairro pobre. Muito triste isso. Os pobres se ferram mais até das ações do tempo.

Hoje andando de moto num sol maravilhoso, calorzão, de repente, olho a rua à frente um efeito bem legal… parecia que saía fumaça do chão… Reduzi e fui olhando, demorei alguns segundos pra imaginar o que fosse aquilo. A resposta veio em pingos, entrei na chuva e segui o caminho. O problema foi quando subi uma ponte. A Ponte estava alagada! A rua do lado, num nível bem mais baixo, estava limpa, e a ponte alagada! Cada coisa! Claro que não faltou um espírito de porco que esperou eu entrar na área alagada e acelerou o carro loucamente só pra ver a água voando pra cima de mim. Faz parte. Mas essa água é suja e fede. Mereço um banho de água limpa agora!

A complexidade das coisas

Tudo e qualquer coisa que o ser humano faz, é tão complexo que exige-se uma iniciação ao assunto pra solução de um problema aparentemente simples, até que você procure a solução.

Precisa de um parafuso? Saiba, que, se você for procurar o assunto vai descobrir que existem inúmeros tipos de parafusos, e há de se saber qual deve ser o modelo com as características mais indicadas para sua aplicação.

Quer tirar uma foto? É só clicar. Ou…. Você pode ajustar ISO, abertura, obturador, saturação, exposição….

Quer comprar um tênis para caminhada? Tem a tecnologia que alivia a carga disso, o material especial que faz o amortecimento daquilo…

Quer conversar com outro ser humano? Xíiiiii aí é que complica mesmo! Isso, porque, dizem, somos todo iguais. Iguais a quem, afinal?

 

Feliz Natal!

Feliz Natal!

Só um pouco de poesia

coentro é um tempero forte como minha vó, em cuja casa tirei essa foto!

Um pé de coentro, tempero forte como minha vó de cuja casa saiu essa foto

Com poucas palavras, um pouco de poesia para nossas almas…

Calvin e Haroldo conhecem a morte

 

Essa história me tocou muito. Confesso que chorei. A beleza literária contida em cada balãozinho supera em muito textos best-seller de imortais da academia. Demorará a carregar mas vale cada segundo!

Calvin e Haroldo - Quatizinho

Renovando

  Hoje o Pai Grande escolheu meu novo chefe a partir das indicações de três nomes pelos iluminados pra quem eu trabalho. Pra mim pouco importa, depois que aboliram qualquer perspectiva de discussão séria sobre esselugar e, consequentemente, sobre meu trabalho. Importa menos ainda depois que me negaram a participação até no patético teatro democrático que os iluminados armaram pra se convencer de que de fato indicavam os nomes. E que fique claro que, apesar de minha opinião não ser relevante para a indicação do chefe, fizeram questão de me informar que eu era imprescindível para carregar as vigas e montar o teatro…. 

   Realmente não era do novo chefe que eu estava falando quando pensei no título…

   Eu falava que agora, finalmente, o ano parece ir caminhando para o fim.  A vida acalmando e a temporada de reflexões sobre a vida, o passado e o futuro florescendo.

   Tenho muitas saudades do tempo em que reflexões deste tipo eram uma constante em minha vida. Tenho a impressão de que eu era menos perdida do que agora… mas muitoa coisa era muito diferente e eu era quase outra pessoa, então hoje é difícil apontar causa e consequência nesse processo.

   Bem… sem maiores delongas, já que a vida é tão corrida e tudo tão urgente, é importante aproveitar os intervalos reflexivos. Pensar se, no fim das contas, o ano de 2008 está valendo ou se eu preferia começar tudo de novo.

  Pra você está valendo?

Tinha uma pedra no caminho

O azar sempre vem em marés, que é pra ver se a gente se afoga. Estou de mau humor hoje. Depois do acidente com minha moto, ela se tornou uma pedra no sapato, e, pra piorar, se não existe mecânico de confiança, imagina mecânico de moto de confiança… Vai sonhando!

 

Haja paciência!

Haja paciência!