Arquivo da categoria: Fome do Mundo

A morte…

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Chuva…

Hoje choveu.

Nenhuma novidade no ABC Paulista, mas hoje foi uma chuva diferente. Precisamos ir à Campinas pela manhã e a chuva estava mais forte para aqueles lados. Isso é digno de nota… somente em raras ocasiões o tempo feio vem do interior do Estado para cá.

Fui atendida na Unicamp por uma funcionária que estava de péssimo humor e na volta para Bernardo city, com os pés e mãos encharcados, água no capacete e passando frio, lembrei-me de que hoje é terça-feira! Afinal eu virei o ano, fiquei mais velha, tirei férias, mas as terças-feiras continuam assombradas!

Bem…. são coisas da vida. Cada um com os seus desafios e os meus atualmente são aprender a conviver com a chuva e com as terças-feiras. Eu incluiria a burocracia nessa lista, no entanto, acredito que ninguém deveria se acostumar com as insanidades burocráticas.

Por sorte, mesmo às terças-feiras, o HB está sempre lá … me levou pra almoçar no Mercado Municipal de Sampa hoje, e foi uma passeio delicioso pra uma terça-feira chuvosa antes do trabalho!

Agora, só pra finalizar, a lição do dia: quando você estiver dirigindo um carro ou caminhãona estrada, por favor acenda os faróis quando chover. Isso facilita muito a vida de outros motoristas e especialmente a de motociclistas que recebem a água diretamente no capacete e não possuem limpador de parabrisas. 😉

Floriamotolis

sopro-divino

Essa foi a primeira vez que eu tirei férias pra passear. E foi tudo muito maravilhoso. Aprendi muita coisa em muitos lugares mais belos do que a minha fraca imaginação poderia desenhar, e fui tudo muito melhor com a LG, ela é a companheira ideal: entende de muita coisa e sabe sempre achar coisas e lugares maravilhosos, sou muito sortudo por ter essa companhia fantástica.

Eu nunca fui muito ligado em motos ou carros, pra se ter uma idéia, guidão e volante na minha vida só na auto-escola. habilitei-me mais por insistência de meu pai, e mesmo a CG azul que derrubei algumas vezes para desespero do instrutor, não me chamaram atenção. Até que um dia uns tempos depois, um colega deixou sua CG comigo pois passaria alguns meses no Amazonas.

Foi o suficiente pra eu querer uma moto. Por uns tempos fui meio-dono de uma twister, e peguei a estrada pela primeira vez. Descobri ali uma emoção nova em minha vida: Paz. Uma paz que vinha de mim mesmo, neste momento de solidão cortando o vento com o corpo. Incrível que um veículo onde você fica do lado de fora, te faz ficar do lado de dentro de si mesmo. Até o caminho fica mais bonito. E ainda por cima, parece que andar de moto, ainda mais em rodovia, não tem lógica! É desconfortável, perigoso de várias maneiras, frágil. Irracional. Paixão.
E Florianópolis é um lugar maravilhoso. E nem fiquei chateado de me molhar todo nas chuvas de verão que atacam a ilha o tempo todo. Fazer trilha embaixo de chuva foi fantástico! Senti que a vida é muito real lá, coisa que não se sente no dia-a-dia por aqui, com papel bits, bytes, etc…

Chuva

Domingo andamos de bike por uns 15 km. Caminho legal, plano, margeando um rio. Estava anoitecendo e o céu apresentava uma coloração laranja magnífica. Depois de algum tempo pedalando chegamos a um ponto onde um agente de trânsito desviava o fluxo pra dentro de um bairro. A rua havia virado um grande lamaçal, e as ruas do bairro por onde passávamos também estavam com bastante lama. Mas, chegamos ao nosso destino e voltamos de lá numa boa, sem chuva. No dia seguinte eu vi em jornais fotos chocantes dos estragos causados pela chuva no bairro do outro lado do rio, bairro pobre. Muito triste isso. Os pobres se ferram mais até das ações do tempo.

Hoje andando de moto num sol maravilhoso, calorzão, de repente, olho a rua à frente um efeito bem legal… parecia que saía fumaça do chão… Reduzi e fui olhando, demorei alguns segundos pra imaginar o que fosse aquilo. A resposta veio em pingos, entrei na chuva e segui o caminho. O problema foi quando subi uma ponte. A Ponte estava alagada! A rua do lado, num nível bem mais baixo, estava limpa, e a ponte alagada! Cada coisa! Claro que não faltou um espírito de porco que esperou eu entrar na área alagada e acelerou o carro loucamente só pra ver a água voando pra cima de mim. Faz parte. Mas essa água é suja e fede. Mereço um banho de água limpa agora!

1 Gigametro em 3 dias!

dsc003301  No último fim de semana, entre sábado e segunda-feira, HB e eu fizemos nossa primeira viagem mais longa de moto. Foram ao todo 17 horas e 1024km. E tudo isso em uma só moto, Camélia – a dama das motos! Uma Lander 2007 azul, linda e guerreira, embora um pouco desconfortável para duas pessoas grandes com nós. E ainda mais com bagagem!

  Fomos bem devagar a parando muito, pois o tanque da Lander, onde só cabem 11 litros, bem como o cansaço, não permitiam avançar mais rápido. Mas tudo bem, tenho a impressão de que de moto não vale a pena correr muito, porque é tão gostoso sentir mais a paisagem. O clima estava ótimo, céu azul e muito sol. Perfeito para o passeio.

  Pegamos inicialmente a Castello Branco, que em termos de chatice só perde para pilotar cruzando Sampa. Aquelas amplas pistas, com poucas curvas e muito espaço aberto em volta pode ser mais fácil, mas também tira muito do encanto de uma viagem de moto.

  Aos poucos fomos saindo do movimento e nos embrenhando pelo interior de São Paulo, rumo ao Paraná. Assim, à media em que os carros e caminhões tornavam-se mais escassos, a estrada foi ficando mais sinuosa e a mata mais próxima do asfalto. Já no sul de São Paulo começamos a cruzar alguns rios que também são vários no Paraná e cujos nomes atiçam nossa curisidade: Rio Invernada e Rio Invernadinha, Rio Cilada, Rio das Mortes…

  Em um certo ponto uma pequena, mas bela queda d’água. Noutro, lajeados e prainha e as pessoas aproveitando o sábado de sol. Muito legal foi uma velha ponte ferroviária, caindo aos pedaços, suspensa no alto e quase incapaz de continuar suspendendo seus dormentes. Pena que perdemos a chance da foto! Impossível olhar pra essa ponte e toda a infreaestrutura ferroviária ao redor e não pensar com tristeza no desperdício de recursos, na irracionalidade e no golpe ao romantismo da vida que foi a opção pelo transporte rodoviário…

    Bem, essa foi nossa primeira viagem juntos. Que venham todas as próximas!

Seguem algumas fotinhos:

 

Na estrada

Na estrada

 

eis o começo da mágica

Pra citar um amigo: eis o começo da mágica

 

 

sei que é brega, mas é lindo!!

sei que é brega, mas é lindo!!