Arquivo da categoria: Uncategorized

No meio do caminho

Dando continuidade à seqüência de posts sobre bicicletas e bicicletagem, hoje falo das ciclovias no ABC!

Bem, na verdade pelos caminhos onde passo eu só conheço um ciclovia. Em Santo André, ligando nada a lugar nenhum…  fica na av. Lauro Gomes, entre a Winston Churchill e a Prestes Maia, um trechinho curto que não ajuda em nada quem se locomove pela região.

Quer dizer, acho que até ajuda um pouquinho, porque quando eu passava por essa rua sempre usava a ciclovia. Isso até hoje, quando esbarrei em uma grande placa de concreto fechando o caminho da ciclovia… aí voltei pra avenida brigar por espaço junto aos caminhões… fazer o quê, né?

Esses prefeitos da região começaram muito bem… subindo as passagens do transporte público, trancando as ciclovias… daqui a pouco terminam de arrebentar as calçadas pra abrir mais espaço pros carros!

A distância mais divertida entre dois pontos…

Ontem resolvi fazer um caminho mais interessante até o trabalho e aproveitar pra testar o meu ciclocomputador novo. Não é nenhuma brastemp dos ciclocomputadores como é o da LG, mas faz o serviço (com um visor pífio, mas faz).

Resolvi que o caminho seria longo, porém fácil: segui a avenida que percorre a margem de um rio que sai daqui perto de casa (que, vergonha minha, não sei o nome), e vai até São Paulo, onde cai no Rio Tamaduateí, que carrega em suas marginais a Av. do Estado, que no ABC, chama-se Avenida dos Estados. De lá pedalei até o trablho, em Santo André, ainda na avenida do estado.

Passeio recomendado!!

Percurso:

Av. Lauro Gomes em São Bernardo no Campo, siga-a até a avenida do Estado (só pra constar, ambas avenidas mudam de nomes em vários trechos, nas várias cidades, mas é só seguir um rio até chegar no outro, não tem erro, mesmo sem bússola ou GPS!).

Tempo do passeio – 1h00min36s

Distância – 22,11 km

Velocidade Máxima – 38,8 km/h

Velocidade Média – 21,9 km/h

Trilha sonora

SOIL (texto retirado do site last.fm)
SOiL é uma banda originária de Chicago, Illinois.
Criada em 1997, é uma banda de Metal Alternativo, Hard Rock, que surgiu com o resultado da fusão de duas outras bandas, Broken Hope e Oppressor.

GODSMACK
Não sei nada sobre essa banda, mas o som muito me agrada! Ajuda a manter um ritmo forte!

De mulheres e bicicletas

No ano 2003 foi publicada em material do Ministério das Cidades (http://www.cidades.gov.br/secretarias-nacionais/transporte-e-mobilidade/arquivos/Livro%20Bicicleta%20Brasil.pdf) uma pesquisa sobre as pessoas que andam de bike regularmente na cidade de Santo André.  O dado que mais me chamou atenção é que dentre os ciclistas dessa cidade, apenas 0,5% são mulheres.

Não encontrei na publicação o número total de ciclistas, mas, seja qual for o número absoluto, percentual de mulheres é muito baixo. Pesquisas de outras cidades têm números como 23,5%  em Lorena/SP, 11,9% em Florianópolis/SC e 18,4% em Piracicaba.

Não sei ao certo a razão de as mulheres ciclistas serem tão poucas em André city (e não suponho que nas demais cidades do ABC seja diferente), mas uma das coisas que mais me incomoda e tira muito do prazer de andar de bike é o machismo. Certos homens em carros, motos, caminhões, bicicletas ou a pé, não importa o meio de transporte, insistem em provar sua masculinidade mexendo com as mulheres que por acaso se aventurem de bicicleta pelas ruas esburacadas do ABC.

Motociclistas, motoqueiros ou motoboys passam buzinando. Se tiver garupa, este vai, no mínimo, ficar olhando. Os caminhoneiros também gostam de buzinar, o que é muito pior, pois buzina de caminhão é algo que assusta.

Até ontem eu ainda me confortava tentando ignorar a maioria das manifestações, e calava-me frente as mais incisivas, culpando-me em seguida por não ter respondido à altura, sendo estúpida e tratando como cachorro quem faz o mesmo comigo.

No entanto, ontem à noite, por volta das 22h, quando eu voltava do trabalho para casa, de dentro de um golf (bem que eu sempre achei que golf era carro de playboy) dois moleques se puseram a mexer comigo, buzinaram e diminuíram a velocidade. Eu tomei coragem e respondi o menos delicadamente possível, e eles acharam tudo muito divertido, seguiram me acompanhando por algumas quadras e aproveitaram a brecha que eu dei pra incluir em seu repertório de opressão: “Você é braba, moça?” “Tá nervosa?”

Depois eles aceleraram pra ir embora, eu tentei ver a placa, mas não tive muito sucesso, então aproveitei a descida pra acelerar e tentar pegar on números que faltavam no próximo semáforo. No entanto, com todo o estresse da situação acabei não nos encontrando na fila de carros parados no sinal vermelho e segui adiante. Pouco tempo depois senti algo passar atrás de mim e se estilhaçar num poste. Talvez fosse um pedaço de gelo, não sei, mas quem jogou e passou por mim em seguida, rindo, foram os moleques no golf preto.

Cheguei em casa entre furiosa e perdida. Sem saber se havia algo que podia ser feito. HB decidiu ligar para a polícia (a essa altura eu tinha conseguido decorar todos os dados do carro) a qual se dispôs a informar as viaturas para que os parássem e dessem um susto, mas do que isso a polícia também não pode fazer.

Eu não sei se algo mais pode ser feito…se alguém souber, por favor me avise. Mas hoje saí de bike me sentindo muito mais vulnerável e cada vez que alguém mexia comigo parecia machucar mais fundo, porque agora eu sei que não posso fazer nada, que quanto estiver sozinha, infelizmente, calar é a opção mais segura.

Pinceladas das férias…

Paraná de chuva!

Paraná de chuva!

 

Santa e Bela Catarina

Santa e Bela Catarina

 

Aoresento-vos a Lagoinha do Leste!

Apresento-vos a Lagoinha do Leste!

Palestina

Apostolos, a série

Apostolos, a série

Acho que essa tirinha acima resume bem o que é religião, do ponto de vista político. Será que a humanidade está fadada a tentar destruir tudo que é diferente de si mesma? Até sobrar apenas uma tribo na face deste planeta? E aí então essa tribo dá conta de acabar com si mesma?

Só pode haver um?

E não bastasse as guerras, ainda temos os impostos e as leis e regras arbitrárias que massacram cada vez mais nossas rotinas, minando nossa força de vontade?

E, mesmo assim, contraditoriamente, há de se ter fé na humanidade!

A triste sina do trabalho I

dia_do_trabalho

Hoje pela manhã no meu trabalho fui dar as boas vindas a uns 60 novos funcionários. Outros 60 devem entrar ainda esse mês e muitos mais até o começo do segundo semestre. Devem estar felizes… é sempre bom ter um emprego fixo e na primeira semana a instituição costuma fazer muita propaganda sobre como é maravilhoso e como ela se preocupa conosco. Pena que muito em breve eles vão descobrir que tudo é balela, serão excluídos das decisões mais importantes que dizem respeito ao seu próprio trabalho, serão tratados como gado e a instituição terá com eles a política de desconfiar, acima de tudo, de sua capacidade e de seu caráter.

Querem colocar um ponto eletrônico aqui… poderiam muito bem nos dar uma coleira também, deve ficar mais fácil de rastrear assim. O que importa, afinal de contas, não é o que e como você faz, mas que você esteja no trabalho nos horários devidos, à disposição de quem estiver aqui para mandar em você. E o mais cruel disso tudo, é que o ponto é exclusivamente para menos da metade dos trabalhadores…. ou outros, chefes e chefes em potencial, iluminados de todas as espécies, não precisam. Ora… nunca gastam recursos conosco, e quando resolvem gastar é desse jeito? Muito obrigada, mas eu dispenso!

Eis que enfim chegou 2009.

Vista geral de ataque israelense ao norte da faixa de Gaza

Folha de SP - 5/01/2009 _ Feliz ano novo de Israel

Parece que chegou meio sem vontade, 2008 teve até um segundo a mais… e pra 2009 as previsões são muito pouco animadoras.

Há vários meses é anunciado o recrudescimento da crise econômica sobre a qual temos lido e ouvido diariamente, responsável pela quebradeira generalizada de bancos e grandes empresas e pela demissão de dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo. No Brasil ela ainda parece um pouco distante, apesar das férias coletivas, demissões e do governos e a burguesia em geral não deixarem passar a oportunidade de anunciar a necessidade de redução dos direitos dos trabalhadores…

Nos dias anteriores ao reveillon a previsão do tempo pela rádio era bem triste. A própria repórter responsável estava sempre se lamentando e se desculpando com os ouvintes pelas frentes frias que chegariam uma após a outra e estacionariam sobre nossas cabeças bem na virada do ano, deixando o tempo frio e chuvoso.

No fim das contas, apesar dos prognósticos, o tempo não ficou tão ruim… conseguimos até descer pra Santos na noite do dia 31 (saímos de São Bernardo City às 22h30 e não pegamos trânsito algum até próximo da praia em Santos!) para ver os fogos da areia. É um espetáculo lindo que sempre me deixa boquiaberta. A chuva só veio só no dia seguinte, e, diga-se de passagem, está por aqui desde então.

Já em relação à economia, HB e eu tivemos a oportunidade de passear pelo comércio após o natal, procurando um guarda-roupas mais adequado nessas promoções que as grandes lojas fazem pra se livrar do estoque e, como nos outros anos, os preços continuavam muito atrativos e as pessoas continuavam comprando muito. Tenho a impressão de que algo semelhante está acontecendo com a venda de carros, os usados estão mais baratos e as pessoas ainda obtém crédito, após o susto inicial, mas me parece que isso é como um último suspiro antes da queda, uma última festa antes da quaresma.

No entanto, acima do tempo e da crise econômica, algo que tornou simplesmente impossível comemorar a chegada do novo ano foi o ataque de Israel à Palestina. Até hoje já foram mortas quinhentas pessoas do lado Palestino e do lado Israelense, não mais que dez. Mais uma daquelas respostas israelenses completamente desproporcionais a qualquer ataque que possam ter sofrido enquanto os demais países do mundo, no máximo, clamam por um cessar-fogo. Ora, um cessar-fogo pressupõe um acordo em que ambos os lados terão que ceder, mas em que podem os Palestinos ceder? Para Israel, a única coisa permitida a um palestino é respirar… e olhe lá! Nem carregamentos de remédios e alimentos de ajuda aos palestinos podem ser entregues sem vencer grandes obstáculos, e se este povo insiste em ter um mínimo de organização política ou econômica, se insiste em continuar vivendo nas suas terras imemoriais, então é uma ofensa a Israel que se julga no direito de destruir tudo… então eu realmente não consigo entender o que pode ser um cessar-fogo para aquela região. Também não entendo quando a televisão e os jornais falam do conflito entre israelenses e palestinos, pois o que há é um ataque histérico e genocida de Israel sobre a Palestina. Simples assim. E não vejo acordo possível, o que vejo é que se continuar assim, daqui a pouco Israel consegue o que quer e acaba com os Palestinos, mas e depois disso?

Um capítulo à parte dessa história toda é o Obama, no qual boa parte do mundo oprimido e explorado pelo imperialismo norte americano está depositando suas esperanças. Sobre a crise ele tem se pronunciado, anunciado planos e defendido ajuda a bancos e montadoras, mas sobre Israel se recusou a tomar posição… e essa é mais uma coisa que acho difícil de entender, como é que ajudando bancos e montadoras, nomeando grandes nomes do mercado financeiro americano para seu secretariado e se omitindo em relação ao massacre no Oriente Médio ele vai poder salvar o mundo?

Bem… são coisas que não entendo. Será que 2009 explica? Será que alguém explica?